12 de ago. de 2009

Relato de Parto – GUSTAVO

Achei no meu computador e decidi guardar no meu blog. Depois vou procurar o do Guilherme!






Relato de Parto – GUSTAVO

Na segunda - dia 06/10, estava marcada uma consulta com meu obstetra, para marcar minha cesárea até a sexta dia 10/10. Meu Gustavo estava laçado com duas circulares de pescoço. Seria cesárea mesmo. O que eu não queria e sempre achava estranho é marcar a cesárea, pra mim quem decide a hora de nascer é o bebê e não a mãe ou o médico. Mas, o que fiz foi orar e pedir a Deus pra entrar em trabalho de parto, mesmo que depois resultasse em cesárea, mas pelo ou menos eu saberia que o Gustavo estava querendo vir ao mundo.

Então...

Sábado 04/out – Senti muito incômodo durante todo o dia. Cansaço, dores nas costas e muitaaaas fisgadas na parte interior das coxas, como se fosse câimbra, mas não era. À noite fomos para uma festa, e estava sentindo muita contração e com cólicas fracas a cada contração. Quem me acompanhou aqui, sabe que eu sentia contração sem parar desde o 5° mês, mas nunca tinha dor. Essas eram diferentes. Liguei para o meu médico e falei que as contrações estavam de 10 em 10min, com cólicas fracas, até onde eu deveria esperar pra ligar pra ele e quando me preocupar. Ele disse que eu tomasse um Tylenol e esperasse ficar de 5 em 5min com dores. Ok! Perguntei se poderia dançar na festa... ele riu e disse que sim. Dancei pouquíssimo, estava muito incomodada com as dores nas costas e as fisgadas.

Domingo 05/out – As contrações estavam bem espaçosas, quase de 40min, ou 1hs... mas ainda havia cólicas nelas e muitas fisgadas. Fomos para um churrasco, passei o tempo inteiro sentada, meio desanimada. A tarde cheguei em casa 16:00hs e dormi até as 18:30hs. Estava me sentindo realmente diferente. Comecei a avisar ao maridão que colocasse as bolsas no carro, pois eu sabia que tinha algo acontecendo.

Quando deu 23h30min começaram de novo as contrações, de 10 em 10 min. E com cólicas mais fortes, tomei outro tylenol e tentei dormir.

Segunda 06/10 – 01h30minhs da manhã comecei a sentir cólicas fortes, ao ponto de me incomodar bastante, não conseguia ficar deitada, ficava indo no sanitário com vontade de fazer cocô. Já tinha lido sobre isso, e vi que estava em trabalho de parto mesmo! 02h00minhs liguei para o médico e falei que estava com contração de 3 em 3min e com dores fortes, não insuportáveis, mas beeeem fortes. Ele disse para eu ir ao hospital, lá iriam me examinar e ligariam pra ele. Cheguei ao hospital as 15h30minhs, pois tive que pegar as coisas do Guilherme, eu não tinha me preparado pra essa parte, tive que separar, roupas, comidas e levá-lo pra casa da minha mãe, ela iria comigo, meu pai ia ficar com ele. Cheguei ao hospital, a enfermeira fez exame de toque, disse que dava pra sentir a cabeçinha dele, bem embaixo mesmo, mas que eu não tinha nada de dilatação. Ligaram para o médico e ele falou que chegaria as 05h00 pra fazer a cesárea.

Sala de parto - Entrei na sala de parto com bastante dor, mas estava muito tranqüila, muito mesmo, ao ponto de todos os médicos comentarem. O anestesista então nem se fala, me achou um anjo. TOMEI A PERIDURAL, SANTA PERIDURAL! Foi tranqüilo demais, sem dor. Comecei a sentir o parto, a manipulação na minha barriga, tudo na calma e sem dor. Fiquei concentrada tentando sentir tudo mesmo, queria sentir o meu filho saindo. Então quando menos esperava, o médico baixou aquele pano, e comecei a ver a cabeçinha dele saindo, como se fosse mágica, lindo! Vi tirar a circular do pescoço, e ele chorou logo que saiu. E eu desabei num choro, quase incontrolável, não conseguia parar de chorar, a equipe médica depois comentou o quanto eu estava emocionada! Trouxeram ele pra mim. Vi aquele rostinho lindo. Um anjinho inchado. Com a boca inchada. Boca? E que boca? Nossaaaa... era uma bocarraaaaa... eu Não parava de falar chorando muito: QUE BOCA É ESSA, TIA? A minha tia era a Neonatologista. Ela ria muito e dizia que era o pano que estava apertando a boca, mas que nada, ele tem uma boca linda mesmo! Bem inchada e grande! Nasceu Perfeito! Brigada Senhor! São as melhores lágrimas derramadas na minha vida! Lágrimas de vida! Vida nova! De amor verdadeiro e único! Incondicional! Amor de mãe. "Gustavo, você já era amado desde a minha barriga!"

O parto foi excelente. Não me senti mal, nenhum minuto. Ria, chorava, falava... amei. Vi o maridão emocionado filmando tudo. Me deu um beijo na testa.

Recuperação – seg. à tarde.

De tarde começou uma dor forte no meu pescoço, que ia para as costelas. Era totalmente diferente da dor que senti no parto do Guilherme, da anestesia Raqui. Essa era forte o bastante pra não me deixar respirar. Passei a noite em claro, andando pelo corredor do hospital. A cesárea estava excelente, nem sentia dor, o que era o meu maior medo nesse parto, mas essa outra dor tirou meu sono e todas as minhas forças! No outro dia recebi visitas de 4 médicos diferentes, como meu tio é médio clínico geral, agilizou tudo. Tive que fazer, ultrassom, Raios-X, hemograma. As suspeitas eram de ar na barriga, causado pela cesárea, algum órgão furado, sangue no interior da barriga ou algum material cirúrgico dentro! Foi um susto!

Bom, no final era sangue mesmo. Havia uma quantidade de sangue que se instalou perto do fígado causando a dor.

Fiquei mais dois dias no hospital, e ele foi desaparecendo.

A Cesárea em si, foi excelente.

O Guilherme, foi me visitar no hospital, chegou correndo trazendo uma roupinha para o Gustavo, e o Gustavo trouxe pra ele uma pista de carros de corrida. Ele olhava para o Gustavo com os olhinhos arregalados, lindo. Imagina o tanto de coisas que devia estar na mente dele. No outro dia foi me pegar pra irmos pra casa, ele colou o Gustavo no colo, falou da boquinha "pequeninha" dele, do pé. Uma graça.

Ele está tendo ciúmes sim, mas são crises esporáticas, eu achei que fosse ser bem pior. Quando o Gustavo chora ele fala: Chora não Gustavo, mamãe tem leitinho no peito. Lindo!

Gustavo – 52 cm / 4.415kg / 40 semanas e 3 dias, nas minha contas, na do médico e nos ultrassons, era pra ser 38 semanas e 5 dias, vai entender né?


Gálatas 5.22,23

"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei."
Gálatas 5.22,23

Profundo sentimento de Mãe...



"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus...que é ser Mãe."

Autor Desconhecido.