

Hoje completo 20 anos de NOVA VIDA! (17.09.1989)
Lembro como se fosse hoje, minha mãe me levando a igreja e dizendo que tinha uma salinha para as crianças. Na hora das crianças saírem para ir à salinha, minha mãe pede para Natasha para me levar, mas ela reponde dizendo que não pode porque naquele dia ela ia se converter.
“Se converter? Como assim?” Foi isso que passou na minha mente de 11 anos, ao ouvir a resposta da Natasha para a minha mãe. Como a Midiã estava passando próximo a Natasha pediu para que ela me levasse ao cultinho.
Minha cabeça martelava com a palavra nova: CONVERTER.
“Como assim? Aquela menina tinha com certeza tinha a minha idade e estava falando de algo que eu simplesmente não sabia e estava longe de saber o significado.”
Indo para a sala, perguntei à Midiã o que era se converter. Como uma excelente filha de Pr. ela não deixou a oportunidade escapar e passou o cultinho me explicando que Jesus precisava entrar no meu coração. Que Deus me amava muito. Essas coisas. Mas eu? Estava boiando. Minha mãe era recém convertida. Esse era meu primeiro dia na igreja. Eu realmente não estava entendo absolutamente nada. Quando voltei do cultinho e encontrei a mamãe fiz a mesma pergunta: “Mãe, o que é se converter?” Ela explicou com rápidas palavras sobre Jesus ser o Senhor de nossas vidas. Eu fiz mais uma pergunta: “Mãe, você já se converteu?” Ela respondeu que sim. E sem pensar, eu falei: “Ah, então eu também quero”! Minha mãe percebeu logo que aquilo não passava de impulso e sabiamente falou: “ Se você se converter, não vai mais poder fazer a primeira eucaristia”. Eu já estava fazendo o curso e ela sabia o quanto eu queria comer a hóstia... hehehe... é sério, o que eu sempre quis foi comer a hóstia. Ouvindo aquilo e respondi rapidamente: “Ah não, então não quero me converter não.”
Depois disso o tempo foi passando, eu continuava no curso de eucaristia, mas todos os domingos ia aos cultinhos da igreja. Eu amava. Mamãe comprava livrinhos de histórias cristãs e Fitas de vídeos BRUNECOS, alguém conhece? Aos poucos, a palavra e a sementinha eram plantadas no meu coração.
Numa noite, eu estava na mesa da sala com ela (mamãe), lendo um livrinho cristão e no final do livro tinha uns exercícios bíblicos. Aí me deparei com a MAIOR QUESTÃO DA MINHA VIDA, aos 11 anos de idade. Tinha a pergunta: VOCÊ QUER QUE JESUS ENTRE NO SEU CORAÇÃO? A resposta eu tinha que colocar um (X) no quadradinho de sim ou de não.
Gente, eu parei simplesmente tudo. Lembro como se fosse hoje. A sensação era como se tudo tivesse ficado preto ao redor e só aparecesse a pergunta crucial. Eu lia e relia... meu coração batia acelerado. Aí, eu meio confusa pergunto para aquela mulher sábia que estava ao meu lado: “Mãe, olha aqui essa pergunta, como assim Jesus vai entrar no meu coração?” Ela com todo amor, falou do amor de Deus, que eu precisava de Jesus na minha vida, que bastava querer que Ele entrava. Foi me explicando, até que eu falei: “EU QUERO!” Muitos podem não acreditar, mas depois que eu falei a frase, "EU QUERO", senti um frio tão grande na barriga, senti uma alegria tão grande... caí no choro e falei: "MÃE, EU SENTI ELE ENTRANDO"! Chorei tanto, como choro até hoje quando lembro desse dia!
Desde então, toda a minha vida pertence a Ele. Não foi uma entrega fácil e não foi só aquela entrega. Se tornou uma entrega diária e é ela que faz eu permanecer firme. É Ele quem me dá alegrias. Ele que cuida e ama. Ele que dá de graça a salvação, através do nome Dele. Só sei que sem aquele dia, há 20 anos atrás, eu com certeza seria OUTRA MARINA! E que eu não queria que vcs conhecessem!
Sim, sobre a eucaristia! Então, minha mãe mais uma vez com sua sabedoria, me falou que eu não precisava deixar de fazer o curso e que eu poderia sim, ir até o fim, mas pasmem, a menina de 11 anos decidiu! Pois ELA MESMA, por si só, decidiu que não queria mais fazer o curso. Por sinal, foi eu quem deu a notícia para a professora do curso que não iria mais fazer, pois tinha aceitado Jesus e que não tinha mais interesse em continuar. Tudo foi decisão minha. Fico feliz! Até hoje me pergunto: “Que gosto tem a hóstia?”