

Nunca soube o que eu queria ser profissionalmente.
Eita luta difícil essa!
Meu primeiro teste vocacional deu para todas as áreas... É isso mesmo, não deu nenhuma área definida. Só faltei endoidar...
Meu primeiro vestibular foi assim: numa faculdade fiz para Economia Doméstica, em outra para Pedagogia e em outra para Educação Física.
Passei em Economia Doméstica , e comecei a cursar. Era tudo muito interessante. Só que o curso era tempo integral. Absurdo! Ou seja, eu não podia trabalhar. Foi aí que eu tive que mudar tudo. Comecei a trabalhar e fiz outro vestibular para Análises de Sistemas (Noturno). Pois é... Não me perguntem onde eu estava com a minha cabeça quando comecei esse curso. Antes que eu começasse a endoidar de vez, mudei para Gestão de Empresas, pois também queria trabalhar no Itaú e tinha que ser nessa área.
Me formei! Em Gestão de Empresas! Pra quê? Até hoje não sei. Sim, claro sei que aprendi muito, mas detesto!
Desde a minha adolescência eu dizia que queria ser DONA DE CASA. Por sinal, na faculdade de Economia Doméstica peguei uma discussão com uma professora feminista, pois era inconcebível na mente dela, uma jovem pensar como eu!
Quando eu estava paquerando o Giovanni, falei isso para ele e graças a Deus, ele disse logo que concordava com os meus pensamentos! Ufa! É esse! Casamos e com 3 meses de casada passei a ser só Dona de Casa! Trabalho mais árduo do que eu imaginava! Mas ainda assim, eu sabia o que eu não queria para minha vida!
Engravidei!
O que eu não queria para minha vida era uma babá ou uma instituição cuidando do meu filho, enquanto eu iria sair para trabalhar. Eu queria fazer parte do desenvolvimento dele!
Foi aí que eu descobri: NUNCA QUIS SER DONA DE CASA, EU QUERIA ERA SER MÃE!
Isso são os MEUS PENSAMENTOS, não condeno quem faz ou decide diferente!
Tudo vai para a questão de PRIORIDADES NA VIDA. Só!
Quando umas priorizam a vida do lar e outras a profissional, todas terão consequências com sua escolha. Basta ver o que vale a pena escolher.
Eu tenho sim conseqüência em te decidido ficar em casa. Estou fora do mercado de trabalho a quase 5 anos. Vou ter que voltar a estudar quando quiser me recolocar. A competição aí fora, está cada vez pior e cada vez mais os profissionais estão mais preparados... E eu? To fora dessa competição. Quando eu quiser voltar, com certeza estarei em desvantagens!
Se eu decidisse pelo lado profissional, não poderia acompanhar o desenvolvimento dos filhos. Ensinar os princípios que eu creio. E o que quero que eles aprendam. O caráter da criança é formado até 5 ou 7 anos... Tenho pouquíssimo tempo. Quem é mãe sabe que o tempo voa!
Prioridades!
Cada uma sabe como consegue viver bem de acordo com o que decide e quer para sua vida. Cada uma sabe o seu limite, decisões e graus de importância.
Pra mim a vida profissional nunca foi minha prioridade, não que ela não exista nos meus planos ainda vou enfrentá-la, está chegando o momento, mas sem pressa.
A vida do lar pra mim, é sim uma questão de prioridade e realização.
Outra coisa, não adianta a mulher ficar em casa estressada pensando na realização profissional dela, e o contrário tb se aplica, cada mulher é diferente.
Dizem que quem é do LAR é desinformada, mas não é verdade, pode ser que ela não se informe daquilo que seja A VERDADEIRA INFORMAÇÃO para uma pessoa. Só fica desinformada se quiser. Ela vai se informar, quando tiver interesse, daquilo que ela tem interesse. Quem trabalha às vezes com finanças não vai ter interesse em ficar informado sobre medicina, psicologia ou biologia (sem generalizar). Tem gente que conheço que trabalha fora, tem vida profissional exemplar e é desinformada. E tem donas de casa que conheço que debatem POLÍTICA. Afe! Nunca serei uma dessas! Têm pessoas mais profundas, outras não. Trabalhando fora ou não. Depende tb do interesse da informação que se quer ter. Tem gente que trabalha fora e se informa apenas na sua área e é desinformada nas outras. E assim vai... Interesse, palavra chave.
Tem gente que acha que quem não trabalha fora, fica em casa sem fazer nada.
Ficar em casa sem fazer nada, só pra quem tem empregada, babá e não quer organizar sua casa ou cuidar dos filhos. Aí tb né? SER MADAME. Quem sabe? Mesmo assim, cuidaria dos filhos, amo essa parte!
Tenho amigas que deixaram de trabalhar para cuidar do filho, mas deixaram claro que só aguentam 1 ano, precisam voltar para o mercado pois estão frustradas e estressadas. Em casa, ficam resmungando de tudo para o marido e sem nenhuma paciência com o filho, é melhor sair mesmo de casa!
E vida do lar tem seus stress assim como qualquer trabalho. Tem dias que é um PORRE! Mas normalmente pra mim é realizador. No final da noite quando vou dormir e vejo os todos dormindo penso: “Fiz meu trabalho bem feito"... E ás vezes não tão bem feito, mas me esforcei.
É isso que me inspira diariamente.
O Giovanni sempre me apoiou com essa decisão de eu não trabalhar fora, claro sempre foi algo que quis, mas nunca foi tomada sozinha, ATÉ HOJE. E na situação de hoje de dificuldade. Eu me pago, se é que me entendem. Não acho um trabalho que me pague para valer a pena deixar meu filho numa creche, pois é cara e com babá eu não deixo. Então eu sou o dinheiro que a gente iria gastar com essa creche na qual ele não teria os ensinamentos e princípios eu quero que ele tenha!
Deu pra entender?
E outra, eu assumo mesmo, não dou conta de ter um trabalho e uma família. Viveria cansada, estressada e frustrada! Não conseguiria me dedicar aos dois com o mesmo empenho.
É isso... Cada uma sabe o chamado que tem!
E sou muito feliz com a minha decisão!
Um dia vcs ainda conhecerão o meu lado profissional!
Marina