Nunca fiquei imaginando como seria ter filhos. Mas sempre sonhei com meu casamento e formar uma linda família. Ter um filho já foi o suficiente para a minha mente se encher de perguntas, dúvidas, anseios, desejos... Foi também o suficiente para reafirmar a minha fé, pois começou a passar pela minha mente a imensidão do amor de DEUS:
"Se eu consigo ter tanto amor por um ser assim, quanto mais o SENHOR, com o seu amor incomparavelmente maior que o meu, um AMOR INCONDICIONAL! Eu, que não passo de um grão de nada, daria a minha vida por um filho, quanto mais o Criador do universo que me fez que me conhece e a Ele tudo pertence."
Bom, ter um filho fez eu ver um mundo mais belo e cheio de novidades. A gente começa a olhar as coisas através dos olhos deles. Nos primeiros meses aqueles olhinhos perdidos não conseguem fixar absolutamente nada. Chegam até a deixar a mãe de primeira viagem extremamente insegura (eu ficava assim, quando via aqueles olhos trocados, procurando... perdido...). " Será que tá tudo bem? Será que ele está gostando daqui? Será que ele é feliz?" Sim, eu assumo: passava tudo isso na minha cabeça e eu até chorava compulsivamente. Pois é, " fazê o quê"!
Depois como um passe de mágica aqueles olhinhos perdidos começam a fixar você... É, eles fixam a mãe, a que cuida, a que ama. Ele fixa aquela que a pouco tempo atrás era a mais insegura de todas as criaturas da face da terra. E agora? Você se sente poderosa, cheia de vida, preenchida, cheia de vigor. Tem uma alegria dentro de você que você nem sabia que um dia ela pudesse existir (vamos tirar o lado espiritual, certo? O Senhor preenche de outra forma, espero que me entendam!). Os sentimentos ficam à flor da pele, sentimentos inexplicáveis... e aí voltam uns pensamentos soltos: "Eu? Mãe? Cuidar desse ser tão inocente, indefeso. Educar? Ensinar os caminhos do Senhor? Disciplinar? Corrigir? E esse mundo? Não sei nem cuidar de mim."
Depois a gente vai se encantando com cada fase do desenvolvimento e nesse ponto vou ter que citar um nome de uma amiga, que já começou os primeiros passos no aprendizado para se tornar mãe (passos de uma estrada que não termina nunca), Samira. Ela citou que é uma mãe NERD. Amei o termo e nesse ponto eu assumo: eu sempre fui e sou uma mãe nerd, no que diz respeito a querer saber, ler, aprender mais e mais sobre filhos. Desde a gravidez eu sempre li muito sobre o desenvolvimento do feto, do bebê, papel do pai, papel da mãe, da tia, dos avós, dos bichos, primeiros passos, segundos passos, terceiros passos e por aí vai né? Leio mesmo... Livro de cabeceira: Nana Nenê, Educando Meninos, Criando Meninos, Limites da disciplina, Disciplina – limite na medida certa. Agora, a verdade é que quanto mais se lê, mais a gente se cobra concorda?
Voltando para o que ia dizendo: a gente vai se encantando com cada detalhe do desenvolvimento. Eles descobrem o pé, sentam, balbuciam e assim vai (dica: tirem fotos e façam vídeos de tudo, amo isso, rsrs...).
A vida de uma mãe vai criando mais forma, mais movimento, mais rítmo, mais música, mais cores... Mas claro, a vida de uma mãe também (não creio que tenha sido só na minha), vai se tornando cansativa, temos momentos de preocupações com um simples choro de fome, porém a gente não sabe que é fome. Bebês não vem com manuais de instrução, então, temos inúmeras noites de trabalho cansativo e muitas vezes irritantes, sim irritantes. Bebês às vezes conseguem nos tirar do sério. Bebês/filhos, na minha opinião, precisam de rotinas e não é nada fácil cumprir e colocar em prática tudo o que vc acredita ser o melhor. Indico o livro Nana nenê. É muito bom para as mãe de primeira viagem. Seguindo as dicas do livro sem muito estresse, é um excelente manual para colocar uma rotina prática para o bebê dormir a noite inteira e funciona sim!
Depois de ter filhos, nunca se tornou tão necessário colocar em prática a dependência diária de Deus na minha vida. Sei que isso era pra ter sido feito todos os dias e em todos os momentos da minha vida, mas se tornou algo mais profundo depois da maternidade.
O tempo passou e quando eu achava que tinha superado muitas das inúmeras inseguranças que eu tinha com o primeiro filho, chega então a segunda herança que o Senhor mandou para eu cuidar. VIXE! ( No bom sentido, claro!)
Muitas inseguranças das mães de primeira viagem eu já não tinha. Já sabia que sabia dar um banho sem quebrar ou afogar o bebê, sabia que podia dar de mamar, sabia cuidar do umbigo, sabia como colocar uma rotina, sabia que teria um amor incondicional dentro de mim, sabia que eu ia ficar cansada, sabia como era não dormir noites completas... mas... ainda assim lá vinham ELAS novamente: INSEGURANÇAS. “Por que elas me perseguem em algumas fases da minha vida? Sei, sei... pra depender mais Dele! Eu sei”
Então as novas inseguranças vieram à tona: “ Como o Guilherme vai reagir com a chegada do irmãozinho? Por que as pessoas falam tanto que é muito pesado o trabalho? Será que eu consigo? Por que o Gustavo chora tanto? Por que tanta cólica? Por que essa alergia ao leite? Por que o Guilherme tem que me perguntar mais de 100 "por quês" por dia e eu tenho que responder a todos eles?”
Ah, além desses "por quês" da minha mente ainda tem os “ e se”...
“E se ... eu não receber o leite do governo?... o Guilherme não entender que não tem como eu dar toda a atenção pra ele?... o dinheiro faltar?...” Então o Senhor, é quem me sustenta e quem me diz para eu não andar ansiosa ou até mesmo quando as ansiedades chegarem, Ele fala para eu entregar nas mãos Dele que Ele é quem cuida de mim. Já melhorou muito!
E é isso que tenho tentado fazer todos os dias, em meio a esse turbilhão de neuras, medos e pensamentos, que nos levam a depender de Deus, pois só Nele dá pra viver sem maiores preocupações. E comecei a ver o lado feliz, me alegrar nas maravilhas que ele me mostrou que tem feito no meu lar.
Primeiro, Ele me deu um marido fiel, temente a Deus e com o dom de misericórdia. Isso conta muito quando a mulher que está ao dele por muitas vezes é um SACO. O Giovanni me ajuda nos afazeres da casa lavando a louça da pia. Eu tenho uma noite de folga. Nessa noite ele fica com os meninos e cuida de tudo. Quando eu chego em casa, os dois estão prontos para dormir, banhados e jantados, e a pia está limpíssima. Todos os dias acorda as 06:30 da manhã, faz a vitamina, arruma, leva o Guilherme para a escola e ainda deixa o leite do Gustavo pronto! Eu? Nesse horário estou dormindooooooo! É um pai super carinhoso e cuidadoso, extremamente brincalhão. As maiores risadas dos meninos sempre é com ele! E o mais importante: me aceita do jeito que eu sou!
Vi que dá pra desenrolar com dois filhos. Nos 5 primeiros meses foi bem difícil, principalmente por causa da alergia do Gustavo, mas, à partir do momento que ele ficou bom e começou a engatinhar, tudo simplificou bastante.
O banho é coletivo. Coloco os dois no banho. Banho primeiro o Gustavo e o Guilherme fica brincando com os carrinhos. Arrumo o Gustavo e coloco no berço e depois acabo o banho do Guilherme, arrumo e o levo pra cama.
Na hora da comida, o Guilherme com 3 anos e 1 mês já come sozinho. Isso facilita muito, pois me preocupo só com a do Gustavo e só oriento o Guilherme.
E assim vai...
E as INSEGURANÇAS? Essas fazem parte da vida! Precisam apenas ficarem controladas pelo Espírito Santo e todos os dias serem entregues no altar do Senhor, pois Ele é quem cuida de tudo o que tenho!
Mateus 6:34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Marina!

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